Este blog é destinado àqueles que necessitam de terapia psicológica pastoral: Pneumaterapia. Um trabalho realizado por alguém licenciado em Psicologia, com conhecimento não só da alma humana; mas, também, da Palavra de Deus e do espírito do homem. Juntos na sala de seu consultório o Rafael e o Espírito Santo de Deus trabalham a fim de trazer restauração no corpo, na alma e no espírito do indivíduo, levando-o a viver uma vida plena.



sábado, 23 de abril de 2011

A Pedagogia de Deus é bem diferente da nossa...

Bom Dia a Todos!

     Quero afirmar que a pedagogia de Deus é bem diferente da nossa pedagogia. Estou me referindo ao modo como educamos nossos filhos. Em Provérbios 22:6 está escrito:
                        
     "Ensine a criança no caminho em que ela deve seguir, e, mesmo quando ficar velha, não se esviará dele." 


     A lógica é que os pais eduquem seus filhos da mesma forma que foram educados! O erro está ai! Devemos nos lembrar que somos pessoas independentes de nossos pais. Não devemos escolher sofrer porque nossos pais sofreram. Não devemos espancar nossos filhos porque nosso pai nos espancou. Não podemos nos tornar maus pais porque não tivemos um bom pai. Todos nós somos capazes de julgar o que é ser bom pai. Lembro-me de uma aula de psicologia experimental quando a professora comentou sobre uma colega: "Amiga, por favor, agora que serei mãe, me ajude a perceber o que estou fazendo para não me contradizer. Pois, o que julgo em uma criança quando faz tal coisa, não posso permitir que a minha criança faça e meu julgamento seja diferente porque é meu filho." Mas a tendência é isto mesmo. Pode avaliar! Acontece que temos um limiar baixo quando se refere a pessoas quaisquer e, limiar alto, quando se refere a nossos filhos. É como se protegêssemos nossos filhos. Por exemplo: Uma criança filho de algum conhecido faz algo que você desaprova. O que você diz? Ah! se fosse meu filho! E, quando for mãe ou pai e teu filho fizer o mesmo você terá se esquecido do que disse. Por que? Porque nosso limiar de resposta é um para filho dos outros; e, outro, para nossos filhos!


     Um dia um pastor me chamou num canto da igreja e me "aconselhou" a fazer algo com tal pessoa para que ela "educasse" melhor seu filho no período de culto. O que fiz? ignorei o comentário e não fiz nada. Devemos aprender a respeitar nossas crianças e vê-las como crianças, não exigindo delas comportamentos de adultos ou crianças crescidas, maiores. Criança pequena vai gritar mesmo! Vai fazer barulho mesmo! Vai jogar as coisas no chão mesmo! Etc, etc, etc...


     Outro erro é exigir dentro da igreja que criança tenha "aulinha" sobre Deus ao invés de brincar. Igreja também é lugar para se brincar quando criança! Criança não é adulto pequenininho! Ela não consegue entender pensamento abstrato. Não estou dizendo que Deus é abstrato, Ele é Real! Mas, em aula na igreja vai envolver pensamentos abstratos que a cabeça da criança ainda não consegue desenvolver. Somente a partir de 8 anos. Isto nos dias de hoje! Antigamente assuntos abstratos como conceitos de honestidade, moral, etc., eram para crianças de 12 anos para frente. Nas escolas de hoje tem aula de filosofia para 1º ano. E o que é filosofia senão conceitos abstratos? Você acha que estou me contradizendo? eu não acho isto! 


     Há menos de dois meses atrás eu disse a meu filho para tomar banho mais cedo porque iríamos para a igreja a pé. Pedi para que tomasse banho 17:30h  Mas o que aconteceu? Era uma quinta-feira e havia um coleguinha dele em casa. Deu 17:30 e pedi para ele ir tomar banho. Não foi. Pedi mais uma vez. Não foi. Então entrei no banheiro e fechei a porta deixando-o para fora. Logo ele tentou entrar e eu disse que agora ele não iria tomar banho. O que fiz? Segundo normas da educação e exigência de educadores, impus limite. Agora ele tinha de sofrer as consequências! Levei-o para igreja do jeito que ele estava. De short, sem camisa e de sandália. Isto, para que se lembrasse em uma outra oportunidade, ao chamar para o banho caso não viesse iria "pagar". E, claro, generalizando para outras situações. Estaria eu criando nele um "senso" de responsabilidade. 


     Você acha que ele entendeu? Claro que entendeu! Ele disse que agiu errado mas queria meu perdão! 


     Aqui entra um novo conceito, na verdade, um velho conceito. No outro dia a tarde, sexta-feira, eu estava atendendo uma pessoa. Era próximo de 17:30h e esta pessoa pediu para ir ao banheiro mas disse antes de sair: "Jesus está aqui e Ele quer falar com você agora!"  Em seguida, saiu. Fiquei sentado onde estava e de frente para mim eu vi Jesus sentado no outro sofá. Ele me disse: "O que você fez com teu filho ontem? Não viu que ele é uma criança e queria apenas brincar mais um pouquinho? Em que ele te desrespeitou? Em nada! Por que tudo aquilo, então? Não era preciso nada disso! Ele queria brincar um pouquinho mais como toda criança quer brincar um pouquinho mais. Bastava você entender isto e dar banho nele em seguida. Iria perder apenas dez minutinhos e, dez minutinhos não iria atrasar vocês em nada. Agora, imagina se eu o tratasse da forma que você trata teu filho?" 


     Viu como a pedagogia de Deus é diferente da nossa e de nossos educadores? Eu chamei meu filho, sentei-o em meu colo e pedi desculpas a ele. Contei o que Jesus havia dito. Tirei todo "castigo" que  daria a ele. Gostaria de fazer uma grande observação: Vejam, eu disse acima, no começo do texto, que criança não entende o abstrato. Por isso, por ser criança, ela deve brincar na aulinha da igreja e não, ser ensinada sobre bíblia. Porém, a experiência que temos com Deus em casa e em nossa vida, faz com que a criança ao lado, perceba Deus como uma pessoa real. Pois Ele é real mesmo! Assim ela vai aprendendo que Deus a respeita além de seus pais e que a entende como nenhuma outra pessoa. Isto confirmará sua personalidade. Pois, 
                     
     "Ensine a criança no caminho em que ela deve seguir, e, mesmo quando ficar velha, não se esviará dele." 


     Outra coisa importante é dizer sobre o amor de Deus revelado em seu filho Jesus. Jesus havia dito a Pedro quando este disse que iria com ele até a morte se preciso fosse. Jesus o censurou dizendo: antes que o galo cante, três vezes me negarás! E isto aconteceu quando Pedro estava à beira de uma fogueira!


     Jesus morreu e ressuscitou e depois, apareceu aos discípulos na praia, num dado momento. Os discípulos estavam no barco. Jesus estava a praia. Ele perguntou de longe se eles tinham o que comer. Pois ele havia preparado uma "fogueira". Jesus chamou Pedro para o lado da fogueira e lhe perguntou três vezes: Você me ama?  e isto ao lado de uma fogueira! 


     O que estava acontecendo? Jesus estava curando o emocional de Pedro e estava fechando a porta na cara do diabo. Pedro o negou a beira de uma fogueira. E, a beira de uma fogueira, Jesus o fez confessar três vezes que o amava! 


     Quando meu filho desobedeceu a tomar banho era 17:30 e quando Jesus veio falar comigo era 17:30.  O horário aparentemente não era importante. Importante foi o conteúdo da conversa. Mas há muito mais entre céus e terra do que aquilo que vemos a luz do dia.


     Não há dúvida alguma: Jesus é o melhor educador que existe. Porque Ele ensina com respeito e amor. Jesus é o melhor psicólogo que existe porque Ele nos faz ver e enxergar além do inconsciente.


     Pensem nisto!


     
  
     

quarta-feira, 23 de março de 2011

Os Benefícios da SAUDADE

     Hoje gostaria de falar um pouco sobre a saudade. Garanto que este tipo de sentimento todos nós conhecemos bem. Parece que este sentimento tem uma conotação negativa dentro de nós, não é mesmo? Sempre ouço as pessoas falando que estão sofrendo por sentir saudades. Como ninguém gosta de sofrer... entendo que isto é uma reclamação e não uma aclamação.

     Sentir saudade é benefício para você e não um malefício. Embora a sensação seja de tristeza e dor ela é ganho para o emocional quando bem explorada. Gostaria de "ensinar" você a explorar os benefícios da saudade. Para isto darei um exemplo:

                    Meu filho de 9 anos neste domingo às 23h e 55min. me acordou dizendo que estava muito triste e com saudade do tempo da creche. Ele ficou na creche dos 3 aos 6 anos. Precisamente nos dois últimos anos ele curtiu demais. Quando ele comentou isto, lembrei-me de dias atrás da mesma reclamação. Veja, estou dizendo que esta lembrança dele soou como reclamação. É como disse acima: parece que este sentimento tem uma conotação negativa dentro de nós! Eu disse a ele se não poderíamos conversar depois que chegasse da escola porque pela manhã eu tinha atendimento e queria dormir. Mas ele insistiu em comentar sobre a dor dizendo que dava vontade de chorar.
                
                   Amigos leitores, nestes momentos, precisamos aproveitar a oportunidade e na hora. Então decidi explorar aquele sentimento. Comecei perguntando como era o sentimento? A primeira resposta foi: "Papai, deixa pra amanhã, eu não quero te atrapalhar. Você tem atendimento de manhã!" Eu disse que não tinha problema algum. Insisti para que me contasse o que sentia. De quem sentia saudade, dos coleguinhas, da professora, do parque? A resposta foi sensacional: "Não. Não tenho saudade e nem sinto falta da escola, do lugar. O que eu sinto saudade é dos momentos que vivemos ali. Quando a gente tomava um suco cor de rosa e a gente fazia um brinde. O suco caia no chão..."  Então compreendi que ele sentia saudade é de algo muito bom que ele vivenciou!

                    Disse a ele que tínhamos um dvd da turma e poderíamos assistir. Nos levantamos e assistimos o dvd. Ele chorou bastante. Deixei e estimulei para que colocasse para fora.

         O que trabalhei com aquela aparência de sentimento ruim foi dizer a ele e, permitir que percebesse, pois o que estava chamando de ruim era bom demais. O mesmo acontece com todos vocês. Em muitos momentos, fatos e lembranças que faz chorar, vocês costumam fugir ou comentar como algo ruim, pois faz sofrer. Neste momento só se tem olhos para a dor do coração. E não é assim!

          Cada um tem o direito em aprender a direcionar seus olhos para coisas boas. São nestes momentos de saudade que podemos perceber o quanto a vida nos ajudou a viver coisas boas. Por exemplo: alguém que namorou e viveu dias felizes e guardou as lembranças no coração e passou a acreditar que nunca mais terá um namorado como aquele. É certo isto? Claro que não! Difícil encontrar homens ou mulheres iguais aos namorados passados. Todavia, o importante é valorizar o que viveram. Sofrer com lembranças e passar a acreditar que perdeu aqueles momentos é sofrer por sofrer. Agora, sentir saudade daquilo que trouxe felicidade, é desfrutar da alegria por ter vivenciado esta felicidade.Teus dias serão melhores e felizes! Pois aquele tipo de sentimento vivido ninguém tirará de você! Isto será um bem adquirido e fará parte de sua personalidade.

          Meu filho disse que sentia saudade daquilo que viveu. Ele tinha consciência de que aquele tempo não voltava mais. Assistindo ao dvd ficou claro que o tempo havia mesmo passado.

          Falamos neste blog de assuntos psicológicos e espirituais. Já informamos que existe uma influência e ação de demônios sobre pessoas. A forma utilizada precisa de um direito legal. Comecei a desconfiar que meu filho estava sofrendo um ataque deste tipo. Hoje comecei a pesquisar o assunto. Descobri qual fora o direito legal utilizado para trazer dor e procurar marcar negativamente sua vida. Ele é nascido em 30 de Janeiro. Aqui no Brasil este é o dia oficial da Saudade! No caso dele não é coincidência!

          A palavra saudade vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar". Entendam, portanto, que esta definição de saudade aplica-se por influência à saúde e saudar. Isto, por si só, já é algo a ser explorado pelos demônios em afetar tua saúde. Ele vem com uma saudação em forma de lembrança por saudade e com finalidade de afetar sua saúde. É fácil compreender que uma pessoa exposta a este tipo de ataque poderá ter sua personalidade alterada. Seus olhos são afetados para enxergar tais saudades como algo ruim, experiência ruim. Isto poderá permitir que a pessoa passe a evitar ou a desconfiar de relacionamentos. Para não sofrer no futuro com a saudade ela passa a evitar a experiência de ser feliz através do apego a relacionamentos. 


          Segundo a lenda estes sentimentos vem do Brasil Colônia quando os portugueses passaram a se sentirem sozinhos e sofrerem por solidão. Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia. A gênese do vocábulo está directamente ligada à tradição marítima lusitana. (Saudade - Wikipédia).


          Uma pesquisa entre tradutores britânicos apontou a palavra "saudade" como a sétima palavra de mais difícil tradução.


          Lembro-me de quando estava no 3º ano de Psicologia um professor pediu licença e solicitou ajuda de alunos para auxiliá-lo numa pesquisa. A função do auxiliar (aluno), seria entrevistar pessoas  perguntando sobre lembranças de fatos marcantes ocorridos em sua vida e qual efeito causara. Ou seja, de como afetara sua vida emocional!


         Permitam que as lembranças em suas vidas sejam comemoradas como algo que acrescentou. Procurem lembrar-se de como eram antes de tais experiências e o que se tornaram depois delas. 


                    "Alegremo-nos também por nossas dificuldades, porque sabemos que as dificuldades produzem resistência, resistência produz caráter, e caráter produz esperança; e essa esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus por nós já foi derramdo em nosso coração, pelo Espírito Santo que nos foi outorgado."  Romanos 5:3-5






      

domingo, 20 de março de 2011

A Máquina de escrever X O Computador Office

     Bom Dia a Todos!

     Gostaria de compartilhar com vocês este tema: A Máquina de escrever versus O computador Office.  Parece estranho, concordo; no entanto, tudo se encaixará. Aguardem!

     Tenho certeza de que muitas pessoas viveram anos e anos de suas vidas em um tipo de aprisionamento. O que seria isto? Vejam, tem muitas pessoas que se casaram e casaram mal. Porém, pelo amor que ainda a impulsiona a acreditar em uma mudança, mudança esta que há anos não aconteceu e não acontecerá. Faz com que ainda acredite. Os anos passam-se rapidamente e ao olhar para trás anos, muitos anos se passaram. Isto é muito parecido com uma caso de anos atrás que saiu no Jornal Nacional da Globo: um homem ficou preso por 30 anos. Seu mundo fora a prisão e tudo "lá de fora" ficou muito distante do seu dia a dia. Quando ficou livre da prisão não conseguiu encarar este mundo novo. Tudo estava diferente demais. Este homem chegou ao ponto de voltar as escadarias da delegacia e pediu ao delegado que o mandasse de volta a penitenciaria. O delegado disse que não podia fazer isto. Este homem não conseguia e não tinha forças para a re-adaptação de sua vida. Para ele o melhor era voltar àquele mundo de prisão. Ali ele sabia o que acontecia no dia a dia. Ali este estava acostumado. Ali ele sabia o que seriam os dias. Não havia surpresas! Era o dia a dia conhecido, um dia a dia da prisão. Como não conseguiu convencer o delegado a prendê-lo novamente foi até o metro e assaltou uma pessoa qualquer. Para sua felicidade ele foi conduzido a delegacia e falou com alegria: "aqui é o meu lugar. Aqui é meu lar!"

     Entendam, muitos de vocês não são diferentes deste homem. Para este homem a cadeia era real mas para vocês a cadeia não é real. Mas ainda é cadeia, ainda é aprisionamento. No caso do casamento que citei acima, a pessoa procurava acreditar a cada dia que haveria uma mudança mesmo sabendo que não iria acontecer porque nos últimos anos nada de concreto aconteceu. O que estou falando aqui é apenas um exemplo dentre muitos. Estou usando o termo casamento, poderia ser trabalho, profissão, família, relacionamentos ou qualquer um outro.

     A Bíblia nos ensina que Deus nos chamou para sermos livres. Em João 8:32 diz: "e conhecereis a verdade e a verdade vos libertarás." Já no versículo 36 diz: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres."

     Como você bem sabe tomar decisão difícil não é fácil! É uma escolha! No entanto, parece que não é uma escolha. Parece que, escolher ficar onde estamos e nos sujeitarmos a vivermos este "inferno" é uma imposição dada a nós mesmos e, por incrível que pareça, é dada por nós mesmos. Isto nos faz adoecer lentamente. Tudo que é feito lentamente não percebemos o seu mal. Quando, por um tratamento ou uma crítica pessoal sobre nós mesmos, percebemos que estamos aprisionados e acostumados a sofrer e, pior, achamos que não podemos fazer mais nada. Tiramos de nós mesmos a decisão em aceitar e acreditar que podemos ser livres. Mas é difícil pensar em liberdade quando temos a sensação de não sabermos o que é liberdade. Afinal, nossa consciência nos faz acreditar que sempre estivemos presos.

     Aquele homem que ficou preso por 30 anos não conheceu o computador que conhecemos hoje. Não conheceu o programa Office da Microsoft ou o OpenOffice editor de texto. Para ele ao pensar em escrever algo lhe vem a mente a máquina de escrever. Escrever carta ou um texto qualquer para ele é sempre feito na máquina de escrever. Mas, para aqueles que acompanharam a liberdade de escolhas e se permitiram evoluir, hoje escrever um texto lhe vem a mente o editor de texto de um computador. É muito melhor o computador. Alguém aqui trabalhou com máquina de escrever? Lembram-se quando errávamos uma tecla? Precisávamos de um "branquinho" para apagar. E quando a fita acabava? alguém de vocês conseguiam trocar a fita da máquina de escrever sem se sujar todo de tinta preta ou vermelha? Agora, pensem bem: ao usarmos o editor de texto, como este que estou usando agora, você acha que digitei tudo sem errar nada? Claro que não! Errei! O que fiz para arrumar o texto? Apenas dei dois toques seta para a esquerda ou apertei a tecla delete. Ainda temos o corretor ortográfico!  Que coisa boa não é mesmo?

     Escolher não fazer nada e deixar a situação como está é a mesma coisa de continuar escrevendo as linhas de sua vida através da máquina de escrever. A qualidade não é boa por melhor que usemos boas fitas e boas borrachas. Todavia, escolher mudanças, tomar decisões difíceis, é comparado a passar a escrever as linhas de sua vida através do editor de texto. Se errar será fácil corrigir. A qualidade do trabalho é excelente! Podemos mexer a vontade no texto e visualizar mudanças. E, não concordando com a mudança, bastará apertar a tecla para voltar ao estágio anterior. Muito fácil!

     Imagina você usando desta liberdade? Imagina você usando desta qualidade excelente de vida? Imagina poder escolher não tendo medo de errar e, acima de tudo, nunca estando sozinhos? Pois temos o direito de termos a companhia de Jesus Conosco até a consumação dos tempos!

     Faça a tua escolha: continuar seguindo em frente e se permitindo tomar decisões difíceis e caminhar rumo a liberdade sem medo. Ou, escolher a vida velha bem conhecida, retrógrada, cheia de teias de aranha, obsoleta, sem vida e envelhecida.

     Escolha a novidade de vida. Escolha o que Deus preparou para você! Escolha não adoecer lentamente sem perceber o mal em você. Escolha viver assumindo suas responsabilidades e a administrar sua vida sem o engôdo de pais, irmãos, esposo(a), familiares, amigos, colegas, etc. Escolha agir com Jesus e tendo a ajuda dEle. Tudo será mais fácil. Pode acreditar: eu sei do que estou falando!

A Máquina de escrever X O Computador Office - Parte 2 -

     A Bíblia ensina: "Ninguém corta uma tira de um casaco novo e a costura em um velho; se o fizer, não apenas o novo continuará a rasgar, como também a tira cortada do novo não servirá no velho. Além disso, ninguém põe vinho novo em vasilha de couro velha; se o fizer, o vinho novo arrebentará a vasilha e será derramado, e também a vasilha estragará. Ao contrário, vinho novo deve ser colocado em vasilha recém-preparada. E, depois de beber o vinho velho, as pessoas não desejarão o novo, porque dirão: "O velho é bom o suficiente".  Lucas 5:36-39


     Gostaria de enfatizar nesta segunda parte a máxima da psicologia: diversidade de sentimentos, porém, cada sentimento é vivido por vez!  É claro que, uma pessoa aprisionada há anos está acostumada com seus traumas e sua vida pífia. Acontecendo uma mudança, uma tomada de decisão, uma ruptura com o presente aprisionamento, fará com que esta pessoa viva e experimente diversidade de sentimentos. Ora sentirá orgulho de si mesma, ora sentirá medo, além de uma pitada de nostalgia. Estes sentimentos farão com que a pessoa questione se tomou a decisão correta e se valerá a pena mantê-la. É aceitável estes sentimentos, estas perturbações. Por outro lado, devemos ressaltar o versículo Bíblico citado acima: vinho novo deve ser colocado em vasilha recém-preparada (Lc 5:38). Compreendem o que estou dizendo? É normal, faz parte da cura das feridas da alma o questionamento e confrontos entre diversidades de sentimentos. Nos primeiros dias os confrontos serão exaustos. Com o passar dos dias e chegando os meses, esta diversidade de sentimentos começarão a repousar e cada uma volta a seu lugar. Isto fará com que a pessoa passe a viver dias felizes. O velho ficará para trás e os novos sentimentos farão com que a pessoa se sinta feliz. Claro que isto variará de pessoa para pessoa. A notícia boa é que tudo ficará bem e você crescerá emocionalmente. Velho com velho, Novo com novo.  Será impossível a esta pessoa viver o novo e lembrando-se do velho. O começo será assim mas depois somente o novo terá lugar. O velho precisará sair.

     Neste momento é possível que a pessoa precise fazer algo! Caso o confronto seja bastante evidente e a dor seja quase insuportável, você deve aprender a fazer o seguinte:
        
          1) Fique a vontade em seu quarto ou em um lugar onde não poderá ser interrompido.
          2) Traga à lembrança que está dentro de você sobre os fatos ou sobre a pessoa que a faz sofrer.
          3) Diga tudo no presente do indicativo: eu te amo, você escolheu, eu escolho, etc.
          4) Abra teu coração e dê vazão as suas emoções.

     Não tenha medo de chorar e de se permitir  ser "fraca" ou ainda de reconhecer que sente falta e gosta da pessoa apesar de tudo que aconteceu ou apesar da decisão que ela ou você tenha tomado.

     Assim, abra o coração e se exponha e diga, por exemplo: "sabe fulano, eu fui feliz estes anos todos a teu lado. Mas eu não podia permitir mais a continuidade deste tratamento que dá a mim. Tomei a decisão e não quero e não vou voltar atrás. Eu libero tua vida. Vá e seja feliz porque eu quero ser feliz e serei. Foi bom enquanto durou. Agora acabou! Vá!"

    Ou ainda: "Chega! Não aguento mais viver esta dor. Eu tentei. Talvez você não aceite e não entenda que me faz sofrer. A verdade é que você me faz sofrer. Até hoje eu aguentei. Tomei a decisão de não aguentar mais. Eu reconheço que te amo e até sentirei tua falta. Eu não posso mais viver neste aprisionamento. Sempre lutei pelo amor. Não desisti do amor. O amor existe e todos poderão usufruir dele. Para mim bastou! Siga tua vida. Não desejo teu mal, ao contrário, desejo teu bem. Vá agora! Eu permito que vá agora. Eu escolho seguir minha vida e procurar minha felicidade. E Jesus me abençoará!"

     Agindo desta forma você estará assumindo controle do teu emocional. Pedindo a ajuda e aceitando a companhia de Jesus a teu lado, você estará também agindo no mundo espiritual. Logo, teu emocional e teu espiritual estarão sob controle. Isto evitará aqueles descontroles ou tentativas de suicídio. Ainda evitará que demônios passem a controlar você através destes sentimentos dentro de você. Também colocará fim aos sentimentos exagerados de pesar, dor, angústia, tristeza, etc. Ah! vale lembrar que estas palavras que dei como exemplo devem ser declaradas em voz audível. Ou seja, você deverá falar em voz alta toda esta conversa com você e seus pensamentos e lembranças.

     Espero ter deixado as coisas mais fáceis! Um abraço a todos!

OBS: Ah! Gostaria de dizer que os sentimentos "velhos" remetem à máquina de escrever. Já, os sentimentos "novos" remetem ao editor de texto, Office!  Vida Nova, Sentimentos Novos - Vida Velha recheada de Sentimentos que querem eclodir, aparecer, mas não tendo forças para tomar decisões - viram sintomas de doenças emocional. Sentimentos Novos serão vitalizados com decisões novas. Isto é a tecnologia do computador. Foi a comparação que quis fazer. Espero que tenham entendido tudinho!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

É Necessário Reaprender!

     Gostaria de compartilhar com vocês uma verdade: é necessário reaprender! O que quero dizer com isto? Veja, uma pessoa quando sofre lesão nos pés e fica imobilizado por muito tempo precisará fazer fisioterapia. Quero dizer aqui que a fisioterapia seria o "reaprender". O termo fisioterapia é de conhecimento geral e, entendo com este simples exemplo, vocês já compreenderam o que quero dizer. Passemos então a um outro exemplo:
                              "Ora, existe ali, junto à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões. Nestes jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos, esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse. Estava ali um homem, enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim havia muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Então lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era Sábado."  João 5:2-9 


     Gostaria agora que prestassem muita atenção ao versículo 14 > "Mais tarde Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior."


     Por acaso você já conheceu alguém que sendo liberto de algo logo voltou atrás? Te garanto que esta pessoa voltou atrás porque não aprendeu a reaprender. Jesus, o Mestre dos Mestres, entendia muito bem que o homem trazia no corpo dele, digo, na alma dele, a marca de todas experiências vividas. Aquele homem que fora curado estava em tal condição há 38anos. Uma adaptação ao tipo de vida, necessidades, era mister que acontecesse, principalmente se ele não nascera com aquela enfermidade. Uma vez curado ele iria precisar reaprender a viver. Compreende que uma pessoa em tal situação estava acostumada a depender de outras pessoas e que isto lhe marcou o emocional, uma grande angústia ou mesmo uma sensação de infelicidade, indignidade. São sentimentos que moldam a personalidade de uma pessoa. Aquele homem estava marcado pela pequenez. Ao passo que fora curado, de um momento para outro, ele precisou rever seus conceitos e aprender com a nova forma de vida. A pessoa, agora capacitada, teria de dar atenção a cada progresso e conquista de seus atos. A começar com coisas simples como trocar de roupa sozinho, ir ao banheiro, fazer algo para comer, etc.  Antes, provavelmente, era considerado incapaz.

     Gosto muito de um texto em Atos 9:34 na versão King James, quando Pedro diz a Enéas - Jesus Cristo te faz um homem perfeito, levanta-te. De fato nosso Deus e Pai nos fez perfeitos! Acontece que a vida nos maltrata e para continuar vivendo com certa dignidade, somos obrigados a desenvolver mecanismos de defesa.  Não quero falar aqui sobre mecanismos de defesa. Quero apenas enfatizar que eles existem em todos nós, em alguns mais, em outros menos.

     Agora, vamos falar um pouco sobre o mesmo tema, porém, com outro enfoque. É sabido que os demônios afetam nossas emoções. Eles também podem nos manter cativos em regiões espirituais da maldade. Uma vez que sejamos libertos por Jesus Cristo (não através de tornarmos evangélicos) através de uma experiência no mundo espiritual, como receber revelação de Deus sobre tal aprisionamento e local no mundo espiritual, devemos ir até lá em companhia de Jesus e sermos tirados de lá. Assim fica configurado a libertação no mundo espiritual. Ou seja, em nosso corpo físico, emocional e espiritual não haverá mais aquele controle que antes exercia poder sobre nós. Agora estamos livres! No entanto, muitas pessoas depois de serem libertadas destas ações voltam ao cativeiro. Mas este cativeiro não é mais a região de aprisionamento, pois Jesus libertou, tirou a pessoa de lá. Então o que aconteceu? Aconteceu que aquelas experiências vividas durante todo o tempo de cativeiro permanecem registradas em nossa alma, nosso emocional. Lembrem-se das dores fantasmas? Uma pessoa amputa o pé e continua sentindo dor no pé que não existe mais. Isto ocorre porque o pé foi tirado do corpo físico mas o cérebro continua ligado aquela terminação nervosa. De igual forma o fato de sermos libertos do cativeiro, de tal emoção, se não aprendermos a reaprender, viver nossa nova forma de vida, voltaremos a sentir "a dor" daquilo que já não existe mais em nós. Em pouco tempo nossas emoções voltarão a ser como antes. A sensação é de que a pessoa não teve libertação, cura. Na verdade, como dissemos sobre a dor fantasma, o pé não existe mais mas a terminação nervosa continua ativa no cérebro. O sentimento dentro da pessoa não foi tirado e sim o agente mantenedor daquele sofrimento, sentimento, este sim, foi tirado! A pessoa vai precisar aprender a não mais sentir aquele sentimento. Vai aprender a provar a palavra de Deus a cada dia e assim, em pouco tempo, sentirá uma nova pessoa dentro dela, novas experiências, não mais viciadas pelos agentes da maldade e nem pelos sentimentos que estava sujeita a todo tempo. O perdão ou ato de perdoar se encaixa neste tema e nesta explicação. Seu sucesso se dará mediante ao modelo apresentado: reaprender! Lembrando que o perdão ocorre no homem espiritual e o sentimento de "falta de perdão" ocorre no corpo alma e reflete no corpo físico.

     Alexander Lowen - psiquiatra - criador da teoria bioenergética, em seu livro "Prazer, uma abordagem criativa da vida" na página 10, citando o livro de Goethe, Fausto - diz: "A situação do homem moderno se assemelha à de Fausto, que vendeu a alma a Mefistófeles em troca de uma promessa que nunca poderá ser cumprida. Apesar de a promessa de prazer ser uma tentação do diabo, o prazer não pode ser proporcionado pelo diabo."

     Para reforçar e encerrar o tema: quem sente é você. O que você sente pode ser gerenciado por demônios ou pelo trauma. A partir do momento da libertação ou insight psicológico é você quem vai passar a reaprender a viver com os novos sentimentos. Se não fizer, os sentimentos a que já estava acostumado a sentir, passarão a gerir novamente suas experiências emocionais e, como consequência, voltará a sensação de que não ocorreu mudança alguma. De doente à doente novamente!
    
     


          

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Imagens da Sala Rafa + EL


Foto 1 - Fachada da Sala Rafa + EL              
Foto 2 - Sala de espera      
Foto 3 - Sala de atendimento
Foto 4 - É aqui que você se sentará...

Sejam Bem-Vindos!                            

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Exemplo 1 de Pneumaterapia

          JJ uma criança de 8 anos foi trazida pelos pais para atendimento por indicação dos professores da criança. Estes alegavam falta de atenção, dificuldade de aprendizagem, cansaço, isolamento e agressividade. Em conversa com a criança esta revelou que tinha um amiguinho que somente ela via e aparecia a ela na escola. Este ao aparecer ficava puxando o lápis de sua mão. JJ ficava extremamente cansado em lutar contra este amiguinho para que ele não tomasse o lápis de sua mão. Ficava tão raivoso que durante o intervalo não suportava brincar com ninguém preferindo ficar só. Por várias vezes chegou a dormir sobre a carteira de cansado. Nunca contou a nenhum professor que via o tal amiguinho. As vezes em casa ao deitar percebia que algo entrava dentro dele pela sola dos pés e ia subindo até a cabeça. A partir daí passava a perceber um lado de seu corpo quente e o outro lado frio. Várias vezes se dirigiu a sua mãe perguntando se ela ao colocar a mão no corpo dele percebia a diferença. Ninguém percebia.

          Vejam, em um atendimento psicológico convencional por psicólogo ou psiquiatra, a fala desta criança não seria considerada ao pé da letra. Esta criança seria vista com distúrbios psicóticos. Passaria por várias sessões de psicoterapia e, provavelmente, teria de tomar remédios. Já em Pneumaterapia considerei como verdade absoluta o que a criança me contou. Não a considerei louca nem em surto psicótico. Disse a ela que acreditava no que me dizia e perguntei se ela poderia chamar o amiguinho naquele momento. Ela disse que havia muitos dias que ele não aparecia.

          Procurei saber da criança o quanto ela conhecia sobre o Papai do Céu, Jesus! Conforme me explicou, acrescentei que eu iria pedir ao Papai do Céu naquele momento e, aquele amiguinho iria aparecer ali naquele exato instante, bastando apenas ele me dizer o que via.  Orei naquele momento e pedi a Jesus para ordenar aquele demônio que atormentava a criança a estar ali naquele exato momento. Quase que instantaneamente JJ deu um grito e muito afobado, com medo, disse que W (o amiguinho) estava ali sentado no sofá. Ele olhava para todos os lados da sala e dizia estar com muito sangue pelo chão, inclusive W estava sujo de sangue. De repente JJ se surpreende ao olhar para si mesmo e notar sua roupa. Ele dizia estar vestido de branco. Neste momento ele se surpreende com  uma ameaça de W. W disse que iria pegá-lo naquele momento. JJ se surpreendeu novamente quando percebeu que W se levantou rapidamente do sofá tentou pegá-lo pelo pescoço mas, ao levantar as mão em direção a seu pescoço, não conseguiu tocar seu corpo porque havia uma proteção, como se houvesse um vidro separando um do outro.  JJ sorriu e ficou calmo sabendo que Jesus estava ali e que tinha colocado uma proteção separando JJ de W.

          Ensinei JJ a conversar com Jesus em oração e para cada vez que W tentasse se aproximar o que deveria fazer. Depois deste primeiro encontro tivemos vários outros para tratar apenas de suas emoções. W nunca mais apareceu e ele nunca mais teve o corpo invadido e separado em quente e frio. Voltou ao estágio normal de aprendizagem na escola passando de ano e conseguindo ser criança como criança.

          Este relato nos mostra a ação de um pneumaterapeuta. Entendendo a questão emocional e, principalmente, entendendo o que se passava no mundo espiritual.